• Fabiana e Juliana

Como o home office vai mudar nossa visão de trabalho

Mudanças já são vistas em escritórios e apartamentos, com empresas se preparando para novos desenhos de trabalho


O home office é o assunto do momento. Ele chegou em meio a muitas mudanças de rotina de empresas e de seus colaboradores, porém esta prática de trabalho não é novidade. A verdade é que esse modelo sempre foi almejado por muitas pessoas, especialmente pela geração Z, nascida nos anos 2000.

No cenário atual, conforme uma pesquisa da consultoria Betania Tanure Associados (BTA), divulgada recentemente, 43% das empresas no Brasil estão com seus funcionários realizando suas tarefas em casa, durante a fase da pandemia do novo coronavírus. Das 359 companhias entrevistadas, 60% estão no regime de home office – e este número deve aumentar. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, há uma projeção de que o número de negócios que irão adotar o trabalho remoto após a pandemia deve crescer 30%.

Em vista disso, acredita-se que há uma grande oportunidade de reavaliar o modo de trabalhar dentro das empresas e de repensar os hábitos cotidianos. O modelo corporativo está em um momento de reanálise no modelo mental de gestão, de estrutura física, de parcerias interdisciplinares e, principalmente, em relação às pessoas. Estamos na era da empatia e devemos ter um olhar respeitoso com cada colaborador.

A discussão sobre como o home office afetaria na produtividade e no psicológico dos colaboradores envolve uma relação direta com os resultados de produção, nos quais se observa um aumento e um engajamento forte nesta nova prática. Se diversas pesquisas afirmam que esse novo padrão será adotado por muitas empresas, é necessário que haja uma reeducação na maneira de organizar o trabalho remoto, buscando otimizar a experiência de cada um.

Diante dessas mudanças de comportamento, os projetos de escritórios e espaços corporativos deverão mudar. Analise-se que as áreas colaborativas devem ganhar mais destaque, possibilitando que as pessoas se reúnam esporadicamente. Com isso, o design do mobiliário corporativo poderá sofrer mudanças consideráveis.

Espaços de reuniões, áreas de descontração e descompressão e espaços coletivos irão ganhar força neste novo formato de trabalho. As grandes salas com estações de trabalho poderão ser trocadas por mesas compartilhadas, com a inserção do regime rotativo, tendo uma mudança significativa da relação entre o colaborador e a empresa.

Entretanto, nem todos os empreendimentos estão aptos a esta mudança. Não se pode mudar um espaço de trabalho sem mudar a sua cultura. A pandemia está acelerando exponencialmente transformações que, de alguma forma, já estavam ocorrendo. É importante perceber que as modificações passarão pela tecnologia, pelo debate sobre a privacidade versus o interesse coletivo, e também por um novo patamar de responsabilidade social.

O futuro ainda é incerto, mas há o entendimento de que uma empresa é formada por pessoas, e elas deverão estar engajadas e unidas neste novo período e os espaços devem ser pensados para elas.

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